11.5.06

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Meus olhos famintos não cansam de te acariciar
Procuram sempre um novo angulo para te admirar
E sonham mergulhar na sua boca de vulcão
Provar todo calor que há na sua erupção
Escorregar nos rios claros dos teus pelos
E encontrar o ouro escondido que brilha nos seus cabelos

Devorar a fruta que te emprestou o cheiro
E talvez desfrutar de um amor puro e verdadeiro
Esquecer o espaço, o tempo, e o viver

Perder a noção do que é ter noção do perder
Se um dia eu fui alegria em te conhecer
Agora canto porque sinto a dor de não te ter!

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